
domingo, 12 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010
domingo, 21 de novembro de 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Tenho o amor no olhar
Nos dedos dos cinco sentidos
Tenho a nascença do tempo
Nos poros da minha ânsia
Sou um vagabundo ávido
Tenho a loucura na voz
Que cala a inocência
E em tudo, sou um nada,
De desprezos temporais
Atado ao marco de um ontem
Haverá um mundo quando morrer
Para que na morte eu possa Ser.
eduardo montepuez.
sábado, 30 de outubro de 2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
quando sinto

segunda-feira, 11 de outubro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
sonho

Sonhe com aquilo que você quiser.Seja o que você quer ser,porque você possui apenas uma vida e nela só se tem uma chance de fazer aquilo que quer.Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.Dificuldades para fazê-la forte.Tristeza para fazê-la humana.E esperança suficiente para fazê-la feliz.As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas.Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.A felicidade aparece para aqueles que choram.Para aqueles que se machucam.Para aqueles que buscam e tentam sempre.E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.
Clarice Linspector
sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Deserto...
Deserto é meu infinito ser por onde anda caminha teu querer em largos passos reticentes transformando emgrãos a poeira complacente do meu visionário coração..
Deserto é meu intenso fervor que impregnam em meu corpo as essências impelidas do ápice do teu imenso ardor...
Deserto é meu volátil pensar por onde delineia-se teu gostar ditando as aspirações que compõem sua vasta e apaixonada concepção...
Deserto é meu esperar que escreve o destino com as premissas reinquiridas antecipando o dia em que vais chegar de verdade em minha vida...
m.correia.
imagem: j.carrasco.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
quase .

Um pouco mais de sol - eu era brasa,Um pouco mais de azul - eu era além.Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaídoNum grande mar enganador de espuma;E o grande sonho despertado em bruma,O grande sonho - ó dor! - quase vivido...Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim - quase a expansão...Mas na minh'alma tudo se derrama...Entanto nada foi só ilusão!De tudo houve um começo... e tudo errou...- Ai a dor de ser - quase, dor sem fim...Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se enlaçou mas não voou...Momentos de alma que, desbaratei...Templos aonde nunca pus um altar...Rios que perdi sem os levar ao mar...Ânsias que foram mas que não fixei...Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;E mãos de herói, sem fé, acobardadas,Puseram grades sobre os precipícios...Num ímpeto difuso de quebranto,Tudo encetei e nada possuí...Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...Um pouco mais de sol - e fora brasa,Um pouco mais de azul - e fora além.Para atingir faltou-me um golpe de asa...Se ao menos eu permanecesse aquém...
Mário de Sá Carneiro
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Leonard Cohen - Take This Waltz
A poesia é a união de duas palavras que nunca se supôs que se pudessem juntar e que formam uma espécie de mistério .Garcia Lorca .
segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A vida, acredita, não é um sonhoTão negro quanto os sábios dizem ser.Frequentemente uma manhã cinzenta Prenuncia uma tarde agradável e soalhenta.
Às vezes há nuvens sombrias Mas é apenas em certos dias;Se a chuvada faz as rosas florirÓ porquê lamentar e não sorrir?
Rapidamente, alegremente As soalhentas horas da vida vão passando Agradecidamente, animadamente Goza-as enquanto vão voando.
E quando por vezes a Morte aparece E consigo o que de Melhor temos desaparece?E quando a dor se aprofunda E a esperança vencida se afunda?
Oh, mesmo então a esperança há-de renascer, Inconquistável, sem nunca morrer.Alegre com a sua asa dourada Suficientemente forte para nos fazer sentir bemCorajosamente, sem medo de nadaEnfrenta o dia do julgamento que vem.Porque gloriosamente, vitoriosamentePode a coragem o desespero vencer.Emile Bronte, 1818-48, escritora inglês, Life
imagem:josé carrasco.
domingo, 8 de agosto de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
terça-feira, 27 de julho de 2010
sábado, 24 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010

Muito se tem escrito e cantado sobre o Amor…
Mas afinal o que é o amor?
Quando usamos aqueles chavões,
Quando cantamos aqueles refrões,
“can’t live without you…”
Quantas musicas cantam o amor…
O amor ciúme, o amor de perdição,
O amor posse, o amor dependente,
O amor ao apego, o amor traição,
O amor vingança, o amor paixão,
O amor ao desamor!
Será isso que sentimos quando amamos alguém?
Será essa a base de um relacionamento?
Será esse o sentimento a que queremos chamar Amor?
Mas afinal o que é o amor?
Quando usamos aqueles chavões,
Quando cantamos aqueles refrões,
“can’t live without you…”
Quantas musicas cantam o amor…
O amor ciúme, o amor de perdição,
O amor posse, o amor dependente,
O amor ao apego, o amor traição,
O amor vingança, o amor paixão,
O amor ao desamor!
Será isso que sentimos quando amamos alguém?
Será essa a base de um relacionamento?
Será esse o sentimento a que queremos chamar Amor?
magda.
imagem :Edvard Munch
terça-feira, 20 de julho de 2010

É noite. Sinto que é noitenão porque a sombra descesse(bem me importa a face negra)mas porque dentro de mim,no fundo de mim, o gritose calou, fez-se desânimo.Sinto que nós somos noite,que palpitamos no escuroe em noite nos dissolvemos.Sinto que é noite no vento,noite nas águas, na pedra.E que adianta uma lâmpada?E que adianta uma voz?É noite no meu amigo.É noite no submarino.É noite na roça grande.É noite, não é morte, é noitede sono espesso e sem praia.Não é dor, nem paz, é noite,é perfeitamente a noite.Mas salve, olhar de alegria!E salve, dia que surge!Os corpos saltam do sono,o mundo se recompõe
.Que gozo na bicicleta!Existir: seja como for.A fraterna entrega do pão
.Amar: mesmo nas canções.De novo andar: as distâncias,as cores, posse das ruas
.Tudo que à noite perdemosse nos confia outra vez.Obrigado, coisas fiéis!
Saber que ainda há florestas,sinos, palavras; que a terraprossegue seu giro,
e o temponão murchou; não nos diluímos!Chupar o gosto do dia!Clara manhã,
obrigado,o essencial é viver!
Carlos Drummond de Andrade
Carlos Drummond de Andrade
quarta-feira, 14 de julho de 2010
quarto

É o nosso último retiro de todos os dias. É o espaço onde encontramos o outro lado do viver: o dormir. É neste espaço de intimidade que repousamos e cultivamos desejos, encantos ou tormentas. E por aqui ficamos, uma boa parte da vida, entregues ao devaneio dos sonhos e dos prazeres ou da falta deles. E todos os dias o retiro espera por nós. Até ao juízo final.
imagem : joão alfaro
sábado, 10 de julho de 2010
Louis Armstrong-La vie en rose
"Os músicos não se aposentam, param quando não há mais música em seu interior. "Louis Armstrong
se tu viesses ver-me

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,A essa hora dos mágicos cansaços,Quando a noite de manso se avizinha,E me prendesses toda nos teus braços...
Quando me lembra: esse sabor que tinhaA tua boca... o eco dos teus passos...O teu riso de fonte... os teus abraços...Os teus beijos... a tua mão na minha...
Se tu viesses quando, linda e louca,Traça as linhas dulcíssimas dum beijoE é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca...Quando os olhos se me cerram de desejo...E os meus braços se estendem para ti...
Florbela Espanca
Quando me lembra: esse sabor que tinhaA tua boca... o eco dos teus passos...O teu riso de fonte... os teus abraços...Os teus beijos... a tua mão na minha...
Se tu viesses quando, linda e louca,Traça as linhas dulcíssimas dum beijoE é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca...Quando os olhos se me cerram de desejo...E os meus braços se estendem para ti...
Florbela Espanca
imagem:MONET
sexta-feira, 9 de julho de 2010

Retrato de uma princesa desconhecida
Para que ela tivesse um pescoço tão fino
Para que os seus pulsos tivessem um quebrar de caule
Para que os seus olhos fossem tão frontais e limpos
Para que a sua espinha fosse tão direita
E ela usasse a cabeça tão erguida
Com uma tão simples claridade sobre a testa
Foram necessárias sucessivas gerações de escravos
De corpo dobrado e grossas mãos pacientes
Servindo sucessivas gerações de príncipes
Ainda um pouco toscos e grosseiros
Ávidos cruéis e fraudulentos
Foi um imenso desperdiçar de gente
Para que ela fosse aquela perfeição
Solitária exilada sem destino
Sophia de Mello Breyner Andresen
Para que ela tivesse um pescoço tão fino
Para que os seus pulsos tivessem um quebrar de caule
Para que os seus olhos fossem tão frontais e limpos
Para que a sua espinha fosse tão direita
E ela usasse a cabeça tão erguida
Com uma tão simples claridade sobre a testa
Foram necessárias sucessivas gerações de escravos
De corpo dobrado e grossas mãos pacientes
Servindo sucessivas gerações de príncipes
Ainda um pouco toscos e grosseiros
Ávidos cruéis e fraudulentos
Foi um imenso desperdiçar de gente
Para que ela fosse aquela perfeição
Solitária exilada sem destino
Sophia de Mello Breyner Andresen
Vincent (Starry Starry Night) - Don McLean (legendado)
O amor é eterno - a sua manifestação pode modificar-se, mas nunca a sua essência... através do amor vemos as coisas com mais tranquilidade, e somente com essa tranquilidade um trabalho pode ser bem sucedido. Van Gogh
noites estrelads
quinta-feira, 8 de julho de 2010
eterno ??
quarta-feira, 7 de julho de 2010
sol
paisagem
HISTÓRIA DO SR.MAR
terça-feira, 6 de julho de 2010
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